segunda-feira, 6 de julho de 2015

O fênomeno de Afrodite





       Desde a Grécia Antiga, o ser humano tem apresentado preocupações em buscar a boa forma física. Ser belo era essencial, e, para a beleza, até era associada uma deusa: Afrodite. Mas o corpo deveria estar em equilíbrio com a mente, como dita o 'mens sana in corpore sano'.

       Hodiernamente, a mentalidade mudou, mas a preocupação estética permanece. Para alcançar o corpo perfeito, vale tudo. De cuidados pessoais a tratamentos clínicos de alto custo, o homem busca sempre estar de acordo com os padrões da beleza. A grande causadora e motivadora desse fenômeno é a mídia, que está sempre apresentando modelos corporais, como as mulheres frutas e os fisiculturistas. Mas até que ponto a busca pela beleza é tolerada e aceita?

       As pessoas, principalmente os jovens, buscam resultados imediatos. Em academias, por exemplo, eles fazem uso desenfreado de anabolizantes, correndo o risco de afetar a saúde física e mental, bem como outros produtos que prometem milagres. Outro exemplo é o caso das jovens anoréxicas e praticantes da bulimia, buscando, quase sempre, ingressar no mundo da moda como modelos. Elas enfrentam humilhações, competição entre as colegas e, em alguns casos, abusos sexuais. Mas o que vale é ser belo, certo? Não importa como.

       Deve existir um controle sobre as publicidades, proibindo-as de apresentarem modelos macérrimas, bem como sobre as agências de modelos. Na França e em outros países, há uma lei que proibe que as agências contratem modelos com menos de 50 quilos. Há, também, uma lei proibindo o uso excessivo de photoshop em publicidades e capas de revistas. A mídia deveria abrir espaço para as modelos 'reais'. Os anabolizantes deveriam ser vendidos para fins terapêuticos e sob prescrição médica, como anteriormente. Voltemos ao "corpo são, mente sã".

                                                                                                                 
                                                                                                                Victória Moura


                                                           (O texto foi escrito em 29 linhas e recebeu 960 pontos)

Nenhum comentário:

Postar um comentário